Gênero & raça

Copa do Mundo expõe cultura de violência e misoginia enraizada no futebol

Agência Pública·19 de julho de 2026
Ilustração representando uma mulher observando um campo de futebol com expressão de exclusão, ao fundo torcedores masculinos em destaque, simbolizando a marginalização feminina no esporte

Ilustração representando uma mulher observando um campo de futebol com expressão de exclusão, ao fundo torcedores masculinos em destaque, simbolizando a marginalização feminina no esporte

A jornalista e escritora Milly Lacombe utiliza o palco da Copa do Mundo para aprofundar uma análise crítica sobre como o futebol masculino, esporte mais popular do Brasil, funciona como vetor de reprodução de estruturas patriarcais, violência simbólica e misoginia institucionalizada — dentro e fora dos gramados.

Futebol masculino reproduz violência e apaga mulheres sistematicamente

Lacombe argumenta que episódios recorrentes de assédio, discursos de ódio contra mulheres e a marginalização do futebol feminino não são acidentes isolados, mas sintomas de uma cultura esportiva que historicamente excluiu e silenciou as mulheres. O megaevento global amplifica essas contradições ao reunir milhões de espectadores em torno de valores que raramente são questionados.

A análise reforça a necessidade de um debate público sério sobre masculinidade tóxica no esporte e políticas efetivas de proteção e equidade de gênero nas instituições esportivas brasileiras e internacionais. (Fonte: Agência Pública — https://apublica.org/2026/07/copa-do-mundo-revela-cultura-de-violencia-e-misoginia-no-futebol/)

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