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Pauta especial · 2º turno em 25 de outubro

Riscos se Flávio Bolsonaro for eleito

A menos de três semanas do 2º turno, a oposição aponta riscos de um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Organizamos em seis campos (ecologia, social, democracia, justiça, soberania e economia): em cada risco, o que ele disse com data e ocasião, o que está documentado, quem teria de decidir e onde termina a conta.

22 riscos · 42 falas literais com data e ocasião · 6 com aviso de checagem · Redação PautaBR · atualizado em 10 de outubro de 2026
Como ler. Em cada bloco, as falas são trechos literais, com data e ocasião. O risco é análise do PautaBR e vem rotulado. O limite diz o que a conta não prova. Quando a fonte não traz fala literal do candidato ou há ressalva de verificação, o bloco avisa em “checagem”. Nada aqui afirma que uma medida será tomada: quase tudo depende de votos no Congresso.

A conta que decide tudo: 41, 49, 54 e 308

Senado: 81 cadeiras, cerca de 45 da direita
Câmara: 513 cadeiras; soma da direita com o PSD chega a 302

Marcas: 41 senadores aprovam indicados ao STF; 49 senadores e 308 deputados mudam a Constituição; 54 senadores removem um ministro do STF. Em 302, a soma da direita com o PSD na Câmara.

O poder de um presidente eleito depende do Congresso que toma posse em fevereiro de 2027. O PL terá 28 senadores e 121 deputados, a maior bancada de um único partido desde 1988. A bancada bolsonarista no Senado deve ter de 44 a 45 dos 81 senadores, segundo estimativas publicadas na imprensa, e a direita soma cerca de 280 votos na Câmara.

Os números que contam: 41 votos no Senado aprovam indicados ao STF; 49 senadores e 308 deputados são necessários para mudar a Constituição; 54 senadores removem um ministro do STF. Com cerca de 45 senadores, a direita passa dos 41, chega perto dos 49 e fica a nove dos 54.

Na Câmara, o PL precisa do centrão para chegar a 308. Esse bloco, porém, encolheu: PSD, PP, União Brasil e MDB, com Podemos e Republicanos, terão 234 deputados em 2027, contra 253 hoje. A soma PL + PP + Republicanos + União + Novo chega a 259 e, com o PSD, a 302. Soma de bancadas não é voto garantido: os partidos votam divididos e o centrão negocia caso a caso.

Fontes: A Gazeta, composição do Congresso em 2027 (estimativas de Beatriz Rey e Lucas de Aragão); TSE e Câmara dos Deputados (composição, 99,9% apurado); Conjur (5/10/2026).
Risco 1Clima

“Efeitos cíclicos”: o candidato que não atribui os extremos ao ser humano

“Eu acredito que são efeitos cíclicos.”

Flávio Bolsonaro, sabatina da TV Globo, 28/8/2026, sobre eventos climáticos extremos

“[...] eu não acho que isso tenha a ver diretamente só com a influência do ser humano no ambiente.”

Flávio Bolsonaro, sabatina da TV Globo, 28/8/2026, ao ser questionado se nega a ciência

Perguntado sobre um artigo seu de 2019 e se mudou de opinião, ele não respondeu se acredita em aquecimento global. Citou o marco legal do saneamento como a principal forma de cuidar do ambiente.

O risco · análise do PautaBR

Um governo que trata secas, chuvas e calor extremos como ciclo natural tende a dar menos prioridade a metas climáticas e à adaptação das cidades, num país que já convive com os dois.

Documentado
O plano prevê “zerar o desmatamento ilegal até 2029”, mercado de carbono e pagamento por serviços ambientais. Também defende a exploração de gás não convencional, incluindo fracking.
Limite
Ele não nega que os eventos ocorrem, e o plano tem meta contra o desmatamento ilegal. Plano de governo é autodeclarado: vale cobrar como virar política e orçamento.
Risco 2Licenciamento ambiental

Licença por decurso de prazo: o silêncio do órgão vira autorização

“[...] sem ideologizar os licenciamentos ambientais como acontece hoje, que acabam inviabilizando qualquer tipo de progresso.”

Flávio Bolsonaro, Belém (PA), 14/9/2026, antes de motocarreata

“A questão ambiental é importante, porque muitas vezes está mais relacionada aos crimes ambientais.”

Flávio Bolsonaro, Belém (PA), 14/9/2026

Na mesma fala, defendeu exploração responsável de recursos naturais no Pará e combate à extração ilegal de madeira e ouro com fiscalização.

O risco · análise do PautaBR

Se o órgão ambiental não responder no prazo e a licença sair sozinha, obras e mineração podem avançar sem análise técnica, sobretudo onde os órgãos têm pouca capacidade de resposta.

Documentado
O plano prevê “licença por decurso de prazo” quando o órgão ambiental não se manifesta. A Lei Geral do Licenciamento (Lei 15.190/2025) já está em vigor: em 27/11/2025 o Congresso derrubou 52 vetos e manteve regras como a licença por adesão e compromisso para projetos de baixo e médio potencial poluidor.
Limite
Parte da flexibilização já foi feita pelo próprio Congresso em 2025. Ele fala em combater crimes ambientais com fiscalização, e a licença por decurso de prazo ainda não existe como regra geral.
Risco 3Terras indígenas

“Nenhuma dessas reservas será demarcada”, e mineração em terra indígena

“Se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada porque a vocação do Mato Grosso é a produção.”

Flávio Bolsonaro, feira Norte Show, Sinop (MT), 22/4/2026

“Demarcou, tá demarcado, e não demarcou, acabou.”

Flávio Bolsonaro, ExpoGrande, Campo Grande (MS), 9/4/2026

“Não pode ser mais a caneta de um juiz que vai decidir qual é esse futuro.”

Flávio Bolsonaro, ExpoGrande, Campo Grande (MS), 9/4/2026, sobre o uso das terras indígenas

Em Sinop ele citou pedidos da Funai que somariam 2,2 milhões de hectares e disse ser preciso “respeitar a autonomia dos povos indígenas”. Em Campo Grande defendeu que indígenas possam plantar, criar gado e explorar minérios, com royalties.

O risco · análise do PautaBR

Parar as demarcações e abrir terras à mineração e à pecuária aumenta a pressão sobre florestas e povos, e pode acirrar conflitos fundiários.

Documentado
As falas são públicas e foram feitas em feiras do agronegócio. O marco temporal limita o direito a terras ocupadas ou disputadas em 5/10/1988.
Limite
Demarcar é ato do Executivo, então não demarcar não depende do Congresso. Já a mineração em terra indígena exige lei, nos termos do art. 231 da Constituição. Ele diz que respeitará a autonomia dos povos.
Risco 4Praias e terrenos de marinha

PEC das Praias: Flávio relatou o fim dos terrenos de marinha como bem da União

“Não estamos tratando ou tentando privatizar as praias, ou tentando impedir o acesso de ninguém.”

Flávio Bolsonaro, entrevista à CNN, 2/12/2024, como relator da PEC 3/2022 no Senado

“Esse pode ser o maior fundo de preservação de praias do Brasil.”

Flávio Bolsonaro, entrevista à CNN, 2/12/2024

“Eu acho que o governo está sendo burro de impedir ou de atrasar essa votação, porque vai aumentar a arrecadação da União.”

Flávio Bolsonaro, entrevista à CNN, 2/12/2024, sobre o adiamento da votação na CCJ

Ele é o relator da PEC 3/2022 na CCJ do Senado e deu parecer favorável. O texto revoga o inciso VII do art. 20 da Constituição, que põe os terrenos de marinha entre os bens da União, e os transfere a ocupantes, estados e municípios. Em julho de 2024 ele apresentou um segundo parecer, que ampliou de dois para cinco anos o prazo das transferências e deixou o ocupante livre para recusar o título.

O risco · análise do PautaBR

Se a PEC voltar e for aprovada, a União deixa de ser dona da maior parte dos terrenos de marinha da costa. Quem critica o texto teme que isso facilite a especulação imobiliária e o fechamento de trechos da orla por empreendimentos, e enfraqueça a gestão pública diante de erosão e alta do nível do mar.

Documentado
O parecer diz que as praias são bens públicos de uso comum e que o acesso ao mar segue livre, salvo em áreas de segurança nacional ou protegidas por lei. Particulares pagam pela transferência; estados e municípios recebem de graça as áreas com serviço público e moradia de interesse social. Laudêmio, foro e taxa de ocupação deixam de ser cobrados. Segundo o Ministério da Gestão, há cerca de 565 mil terrenos de marinha ocupados por terceiros.
Limite
Praia, areia e mar continuam bem de uso comum no texto, e ele nega que a PEC privatize. “Privatização das praias” é o rótulo dos críticos: o que muda é a titularidade dos terrenos de marinha, a faixa junto ao mar. PEC não passa por sanção nem veto, e precisa de 49 dos 81 senadores. Até onde apuramos, está parada na CCJ desde 4/12/2024.
Checagem“Privatização das praias” é o nome dado pelos críticos, não termo dele nem do texto. As falas são de 2024, de quando ele relatava a PEC como senador; não localizamos fala de campanha, com data, sobre o tema. O andamento depois de 5/12/2024 não foi confirmado.
Risco 5Direitos sociais

Jornada “flexível” no lugar do fim da 6×1

“Quem quer trabalhar mais, vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, vai trabalhar menos.”

Flávio Bolsonaro, 7/10/2026 (Correio da Manhã), ao criticar o fim da escala 6×1

“Ele tenta vender uma solução fácil para a população que não vai resolver, vai gerar desemprego em massa. [...] O trabalhador é que vai poder escolher a jornada que quiser.”

Flávio Bolsonaro, coletiva, 19/5/2026 (Itatiaia), sobre o fim da escala 6×1
O risco · análise do PautaBR

“Escolher a jornada” com pagamento por hora pode reduzir o salário de quem depende de renda fixa, e afasta a regra geral que protege o descanso.

Documentado
O plano promete superávit, corte de ao menos 10 ministérios e “revisão normativa infralegal” em áreas previdenciária e trabalhista.
Limite
A campanha diz que não acabará com 13º, aposentadoria e Farmácia Popular. Ainda não há lista de cortes.
Fontes: Correio da Manhã (7/10/2026); Itatiaia (19/5/2026); O Tempo (8/10/2026) e plano de governo no TSE.
Risco 6Direitos sociais

Promete manter o Bolsa Família, mas já criticou o programa

“Se você não tem, eu tenho um plano pra você deixar de ser pobre. [...] O meu sonho é que cada um que está aqui hoje não dependa de político para mais nada na vida.”

Flávio Bolsonaro, convenção do PL, João Pessoa, 2/8/2026

Como deputado estadual na Alerj, em 2006, ele criticou o programa e o chamou de “estímulo” para casais terem mais filhos, segundo o jornal Estado de Minas. Em 2/8/2026, prometeu garantir o benefício.

O risco · análise do PautaBR

A promessa é de manter, mas sem valor nem regra detalhados na cobertura que levantamos. O histórico de crítica pede acompanhamento do que virar lei.

Documentado
Segundo o texto, o governo de Jair Bolsonaro elevou o valor do benefício, mesmo com críticas antigas ao programa.
Limite
O plano de governo mantém os programas sociais. Este bloco trata de histórico e de cobrança, não de decisão tomada.
Risco 7Cotas

Emenda para limitar a Lei de Cotas por renda, rejeitada em 2023

“O que chega até nós, de uma forma quase empírica, é que a evasão é gigantesca.”

Flávio Bolsonaro, Plenário do Senado, votação da Lei de Cotas, 24/10/2023

“[...] a gente não pode criar um apartheid para aquelas pessoas.”

Flávio Bolsonaro, Plenário do Senado, 24/10/2023

Ele apresentou emenda que restringiria as cotas nas federais a estudantes de baixa renda. Pediu preferência na votação, recebeu 24 votos e a emenda não avançou, segundo a BNews.

O risco · análise do PautaBR

Reabrir a Lei de Cotas por critério só de renda pode reduzir o acesso de estudantes negros, indígenas e com deficiência, que o desenho atual protege expressamente.

Documentado
A tentativa de 2023 consta de registro da votação. Não encontramos, em 2026, proposta dele sobre cotas.
Limite
É um voto de três anos atrás, não uma promessa de campanha. A reportagem diz que a emenda extinguiria as cotas raciais, e a descrição do texto não é inteiramente clara sobre isso.
ChecagemSem fala literal de 2026 sobre cotas. O bloco se apoia na emenda de 2023; confira a redação da emenda no Senado antes de citar o alcance.
Risco 8Saúde

Pisos de saúde e educação corrigidos só pela inflação: o que está em estudo

“Vamos assegurar uma remuneração que cubra o custo real do atendimento.”

Plano de governo de Flávio Bolsonaro (trecho citado pelo Futuro da Saúde, 19/8/2026), sobre a tabela do SUS

O plano propõe o programa “Brasil sem Fila”, uso da capacidade ociosa da rede privada pelo SUS, prontuário eletrônico único e telessaúde. Em 22/4/2026, o Correio Braziliense informou que a equipe econômica estudava corrigir os pisos de saúde e educação apenas pela inflação, “sem crescimento real”.

O risco · análise do PautaBR

Se os pisos deixarem de crescer acima da inflação enquanto a população envelhece, o SUS teria de fazer mais com a mesma verba real, e a rede privada ocuparia mais espaço.

Documentado
O plano traz a lista de propostas acima. A desvinculação dos pisos aparece apenas em reportagem com fontes anônimas da pré-campanha.
Limite
O pacote “ainda não foi oficialmente apresentado” e exigiria PEC. Em 2/8/2026 ele disse, segundo a imprensa, que não fará economia em cima de aposentado nem acabará com o Bolsa Família.
ChecagemSem fala literal do candidato sobre o SUS nas fontes consultadas. O trecho entre aspas é do plano de governo; a desvinculação é atribuída à equipe, não a Flávio.
Risco 9Democracia

Anistia a Bolsonaro e ao 8 de Janeiro, “ainda na transição”

“Eu, como presidente da República, vou fazer, vou trabalhar pra que a anistia seja feita ainda na transição. [...] Ele foi julgado pelos seus inimigos.”

Flávio Bolsonaro, sabatina da TV Globo, 28/8/2026

“Não existe meia anistia. [...] Não dá para anistiar a Débora do Batom sem anistiar Bolsonaro.”

Flávio Bolsonaro, ato em Copacabana, 7/9/2025
O risco · análise do PautaBR

Se o Congresso aprovar, quem tentou derrubar o resultado de uma eleição pode sair sem pena. Se não aprovar, Flávio disse que a alternativa é o indulto aos condenados do 8 de Janeiro.

Documentado
A promessa é pública e repetida, inclusive para Jair Bolsonaro.
Limite
Anistia exige lei aprovada no Congresso, e o STF pode ser provocado a julgar sua validade. O plano de governo entregue ao TSE não menciona anistia.
Risco 10Democracia

“Último obstáculo” contra a ditadura, e uma democracia que “não é plena”

“O Bolsonaro era e continua sendo o último obstáculo para que este País não degringole de uma vez por todas em uma ditadura.”

Flávio Bolsonaro, reunião da Fiesp, São Paulo, 24/8/2026

“[...] fadiga da nossa democracia, que, na minha concepção, não é plena hoje em dia.”

Flávio Bolsonaro, reunião da Fiesp, 24/8/2026
O risco · análise do PautaBR

Descrever as instituições de hoje como uma ditadura em curso serve de justificativa para mudá-las por maioria: anistia, STF, Constituição.

Documentado
As falas são públicas e repetidas. Em 7/10 ele também prometeu “respeito à Constituição” e “ponderação”.
Limite
É discurso. Qualquer mudança concreta depende de votos no Congresso e, em muitos casos, do STF.
Risco 11Eleições

“Nunca vai ter um atestado”: a dúvida sobre as urnas

“Eu posso achar que não tem fraude, mas na real a gente nunca vai ter um atestado ali.”

Flávio Bolsonaro, podcast Flow, dezembro de 2025

“[Sobre fraude em 2022] Não aconteceu, mas podia ter acontecido.”

Flávio Bolsonaro, entrevista ao O Globo, outubro de 2022
O risco · análise do PautaBR

Um presidente que mantém a dúvida sobre as urnas pode minar a confiança nas próximas eleições, inclusive se perder uma delas.

Documentado
Não há fraude confirmada. Segundo a Justiça Eleitoral, a Smartmatic nunca forneceu urnas ou programas ao Brasil. Em julho de 2025 ele disse, sobre fraude: “Eu acho que aconteceu? Não acho”.
Limite
A assessoria diz que ele mantém confiança no sistema eleitoral. As falas citadas são de 2022 e 2025.
Risco 12Mudanças na Constituição

“Mudar a Constituição e redemocratizar esse país”

“[...] mudar a Constituição e redemocratizar esse país.”

Flávio Bolsonaro, Goiânia, 6/10/2026

“Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena? Não.”

Flávio Bolsonaro, Brasília, 7/10/2026

No dia seguinte (7/10), ele detalhou: reforma do Judiciário, maioridade penal aos 16, mudanças na reforma tributária e fim da reeleição, com “ponderação”.

O risco · análise do PautaBR

A mesma frase abre espaço para emendas sobre o Judiciário. Com PSD e parte do MDB o bloco passa de 308.

Documentado
Todas as mudanças que ele citou exigem PEC (308 deputados e 49 senadores).
Limite
A soma de bancadas é cálculo do PautaBR. Partidos votam divididos, e o centrão negocia caso a caso.
Risco 13Controle do Supremo

“Vou indicar cinco ministros”, e a ameaça a Moraes

“Vou indicar cinco ministros para o STF porque o Alexandre de Moraes vai cair.”

Flávio Bolsonaro, ato na Avenida Paulista, 7/9/2026

“O próprio Supremo vai dar a cabeça de Alexandre de Moraes na bandeja para o povo brasileiro.”

Flávio Bolsonaro, ato em Copacabana, 7/9/2025
O risco · análise do PautaBR

Nomear cinco ministros mudaria a maioria do Supremo, a corte que julga o próprio presidente e os parlamentares. É o caminho para um tribunal alinhado ao Planalto.

Documentado
Em 7/10/2026 ele prometeu “reforma do Judiciário” e limites às decisões monocráticas do STF. O plano propõe o fim do foro do STF para parlamentares.
Limite
Remover um ministro exige 54 senadores (a direita tem cerca de 45), e abrir vagas por outros meios depende de aposentadorias.
Fontes: Correio da Manhã, ato na Paulista (7/9/2026); DGABC, ato em Copacabana (8/9/2025); Plano de governo de Flávio Bolsonaro no TSE.
Risco 14Segurança

Maioridade penal de 18 para 16 anos, “por PEC”

“Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC.”

Flávio Bolsonaro, Brasília, 7/10/2026

A idade da responsabilidade penal está no artigo 228 da Constituição e só muda por emenda.

O risco · análise do PautaBR

Adolescentes de 16 anos passariam a responder como adultos, no sistema penal comum. Para quem defende, é resposta ao crime. Para críticos, é punir mais cedo sem reduzir a violência.

Documentado
É uma das PECs que ele citou em 6 e 7/10, junto com reforma do Judiciário e fim da reeleição.
Limite
Há debate jurídico sobre se o artigo 228 pode ser alterado por emenda. Sem 308 votos, não passa.
Fontes: Correio da Manhã (7/10/2026); Constituição Federal, art. 228.
Risco 15Facções

PCC e CV como “terroristas”: o debate sobre soberania e a lei

“[...] como terroristas, que é o que eles são.”

Flávio Bolsonaro, vídeo nas redes sociais, 28/5/2026

“[...] fizemos mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula.”

Flávio Bolsonaro, vídeo nas redes sociais, 28/5/2026

Em 28/5/2026, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a designação de CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras, com efeito a partir de 5/6. Antes, em 16/5, em Sorocaba, ele já dizia que classificaria as facções assim se eleito.

O risco · análise do PautaBR

Críticos apontam que o rótulo de terrorismo pode abrir precedente para interferência estrangeira e embaralhar a tipificação penal de crimes comuns. É o argumento do governo federal, não consenso.

Documentado
A designação americana é fato. No Brasil, o trecho que classificava facções como terroristas foi retirado do relatório do PL Antifacção na Câmara.
Limite
Aliados dizem que o enquadramento endureceria penas e cortaria o fluxo financeiro dos chefes presos. Classificar facções como terroristas no Brasil exigiria mudar a lei, no Congresso.
ChecagemEle acusou Lula de fazer “lobby” pelas facções em conversas com autoridades dos EUA; a reportagem não traz provas, e o PautaBR não repete a acusação como fato.
Risco 16Soberania e EUA

Tarifa em jogo e uma carta de 86 páginas a Washington

“Ele errou de agradecer em relação às tarifas. [...] A decisão quem tomou foi o governo americano e não Eduardo Bolsonaro.”

Flávio Bolsonaro, TV Globo, 28/8/2026, sobre o agradecimento do irmão às tarifas

Em 1º de julho, Flávio entregou uma carta de 86 páginas ao USTR, órgão comercial dos EUA, pedindo 180 dias de adiamento da tarifa extra de 25%. A investigação cobre Pix, plataformas, etanol e desmatamento. Segundo o jornal, ele disse ser preciso “entender a cabeça” de Washington antes de negociar.

O risco · análise do PautaBR

Quando regulação interna (Pix, plataformas, ambiental) entra na mesa para aliviar uma tarifa, a soberania vira moeda de troca.

Documentado
O plano promete reverter o “limite do rompimento” com EUA, Argentina e Israel.
Limite
Aproximar-se dos EUA não é abrir mão de soberania por si só. O plano diz que negociará com todos, “da China à União Europeia”.
Fontes: O Liberal/Estadão Conteúdo (28/8/2026); Imirante (3/7/2026), carta ao USTR; Plano de governo de Flávio Bolsonaro no TSE.
Risco 17Soberania e EUA

Pediu “pressão diplomática” dos EUA sobre as instituições brasileiras

“[...] observem as eleições do Brasil com enorme atenção.”

Flávio Bolsonaro, CPAC, Texas, 28/3/2026 (tradução do veículo)

“Ele, a todo momento, lambe as botas da China e ataca pedra nos Estados Unidos. [...] tem que negociar com todo mundo, com Estados Unidos ou com China.”

Flávio Bolsonaro, transmissão de Washington, 8/7/2026

No discurso do CPAC, defendeu que os EUA e o “mundo livre” apliquem “pressão diplomática” para que as instituições brasileiras funcionem. Disse não querer “interferência”.

O risco · análise do PautaBR

Convidar um governo estrangeiro a pressionar as instituições do próprio país é o centro do que críticos chamam de entreguismo.

Documentado
O discurso foi feito em evento conservador nos EUA, com tradução do veículo.
Limite
Ele diz não querer interferência e defende negociar com China e EUA.
Risco 18Israel e política externa

Embaixada em Jerusalém e “irmão de Israel”

“Em 2027, o Brasil não apenas voltará a ter embaixador em Israel, [...] dará o passo de transferir sua embaixada para a capital: Jerusalém.”

Flávio Bolsonaro, Buenos Aires, 28/6/2026 (discurso em espanhol, tradução do veículo)

“E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel.”

Flávio Bolsonaro, Conferência de Presidentes da América Latina, Buenos Aires, 28/6/2026

Segundo as reportagens, ele também prometeu receber, no primeiro dia de governo, as credenciais de um novo embaixador israelense. Desde 2024 Brasil e Israel mantêm apenas encarregados de negócios.

O risco · análise do PautaBR

Transferir a embaixada tende a custar o papel de interlocutor que o Brasil tem no mundo árabe e entre os países que não antecipam o status de Jerusalém, com reflexo em comércio e diplomacia.

Documentado
O plano promete reverter o “limite do rompimento” com EUA, Argentina e Israel (ver risco de soberania e EUA).
Limite
Embaixada e embaixadores são decisões do Executivo, mas custos e reações dependem de terceiros. Parte das avaliações citadas na cobertura vem de veículos críticos a ele.
ChecagemAs duas reportagens divergem em detalhes (data do discurso e nome dos acordos de que ele participaria). Usamos apenas o que as duas confirmam: embaixada em Jerusalém e embaixador de Israel.
Risco 19Corte de gastos

A tesoura e a PEC antes da posse: cortar o quê?

“Temos 39 ministérios, podemos enxugar os ministérios.”

Flávio Bolsonaro, Canal Livre (Band), 2/8/2026

“[...] gastador e irresponsável.”

Flávio Bolsonaro, Canal Livre (Band), 2/8/2026, sobre um governo com dívida de 81% do PIB

Ele exibiu uma tesoura na convenção do PL, em julho, ao lado de Javier Milei, e em 5/8/2026, no anúncio de Alfredo Gaspar como vice. Daniella Marques, coordenadora da proposta econômica, disse em 21/8, no Fórum LIDE, que ele enviaria ao Congresso uma PEC antes da posse para enxugar ministérios e cortar despesas, com 20 a 25 pastas.

O risco · análise do PautaBR

Sem metas, valores nem lista do que será cortado, a pergunta que fica é quem paga a conta: o gasto de custeio da máquina ou despesas com benefícios, saúde e educação.

Documentado
Reportagem de 22/4/2026, com fontes anônimas da pré-campanha, diz que a equipe estuda reajustar aposentadorias, BPC, saúde e educação só pela inflação. A campanha não confirmou o pacote.
Limite
A cobertura não traz valores, prazos nem metas de corte. Em 2/8 ele disse que não fará economia em cima de aposentado e manterá o Bolsa Família. Mudar a Constituição exige 308 deputados e 49 senadores.
Checagem“Tesouraço” é termo da reportagem, não dele. As medidas de 22/4 vêm de fontes anônimas e não foram atribuídas ao candidato.
Risco 20Reforma tributária

Suspender a reforma tributária por um ano para refazê-la

“Quando eu falo sobre suspender a regulamentação da reforma tributária é para dar tempo de fazer [...]”

Flávio Bolsonaro, evento da CNI, Brasília, 22/6/2026

“O que eu estou propondo é, sim, uma nova reforma tributária nos moldes que nós defendemos.”

Flávio Bolsonaro, evento da CNI, Brasília, 22/6/2026

“Nós fizemos emenda para que o IVA ficasse na casa dos 20%.”

Flávio Bolsonaro, evento da CNI, Brasília, 22/6/2026

Segundo o Portal da Reforma Tributária, ele disse que pretende suspender a reforma atual por um ano e criar regras para reduzir gradualmente a carga. Ele afirma que IBS e CBS somados chegarão a 26%; a matéria cita projeção do governo de cerca de 28%.

O risco · análise do PautaBR

Pausar a transição no meio do caminho cria incerteza para empresas, estados e municípios, que já ajustam sistemas e arrecadação a um calendário em vigor.

Documentado
A reforma está em vigor pela Emenda 132/2023 e pelas Leis Complementares 214/2025 e 227/2026. Ele votou contra a reforma no Congresso.
Limite
Uma nova reforma exige PEC e novas leis, com votos que ele ainda não tem. A promessa é de reduzir a carga, o que o texto atual não garante.
Risco 21Privatizações

Ele disse “Correios para começar”. A campanha diz que não haverá

“Os Correios têm que ser privatizados, para começar. [...] temos que partir para a privatização de outras empresas também que continuam ineficientes.”

Flávio Bolsonaro, rádio Itatiaia, 2/6/2026

“Não existirão privatizações de empresas.”

Adolfo Sachsida, coordenador econômico da campanha, 8/10/2026
O risco · análise do PautaBR

A contradição é o risco: o candidato defendeu vender estatais “para começar” e depois a campanha negou. Concessões, PPPs e venda de imóveis da União avançam por contrato, sem votação.

Documentado
O plano não cita Petrobras, BB ou Caixa. Prevê PPPs, concessões e um fundo com “securitização de ativos e imóveis da União”.
Limite
“Privatização em massa” não está no plano: seria especulação. Vale cobrar o que sair do papel.
Fontes: O Liberal/Estadão Conteúdo (2/6/2026); Forbes Brasil e ND Mais (8/10/2026); Plano de governo de Flávio Bolsonaro no TSE.
Risco 22Pix

“Defender o nosso Pix”, mas propôs limitar sua integração

“Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix.”

Flávio Bolsonaro, seminário do PL no Rio, julho de 2026 (Bem Paraná, 3/7)

Na carta ao USTR, Flávio propôs um compromisso legislativo para impedir que o Pix seja integrado a sistemas internacionais de liquidação “não ocidentais”.

O risco · análise do PautaBR

Limitar o Pix por pedido de uma investigação estrangeira tira do Banco Central e do Congresso uma decisão pública, e põe o Pix na mesa da tarifa.

Documentado
Ele disse que não usará o Pix como moeda de troca (28/8, paráfrase do jornal) e que o Pix “não substitui cartão”.
Limite
Nada proíbe ou taxa o Pix no Brasil. A proposta atinge a integração internacional e precisaria de lei.
Fontes: Bem Paraná (3/7/2026); Imirante (3/7/2026), carta ao USTR; O Liberal (28/8/2026).

Os riscos econômicos, segundo o economista José Kobori

Duas entrevistas de José Kobori sustentam esta seção: ao Metrópoles (8/10/2026, 13min35s) e ao programa 20 Minutos, da Opera Mundi (28/8/2026). O que está em “Kobori afirma” é paráfrase do que ele disse, não citação. Previsões sobre um governo Flávio são avaliações dele, e os cruzamentos com falas e plano de Flávio são análise do PautaBR. A transcrição do Metrópoles é automática e pode ter erros de nomes e números.

Economia 1

Ajuste fiscal e privatizações

Kobori afirma · paráfrase
Se Flávio vencer, voltaria com força a agenda de ajuste fiscal, corte de gastos e privatizações. Para Kobori, a boa receptividade de setores do mercado financeiro indica expectativa de menos resistência. “Destruição total do Brasil” é expressão dele: previsão política, não conclusão demonstrada.
Cruzamento · análise do PautaBR
O plano de Flávio no TSE promete superávit e corte de ao menos 10 ministérios, sem lista de cortes. Em 8/10, o coordenador econômico Adolfo Sachsida disse que “não existirão privatizações de empresas”. O que pesa é a composição do ajuste: cortar custeio é diferente de cortar investimento e serviços.
Fonte: Metrópoles (8/10/2026), 0:00–1:20 e 6:27–8:12.
Economia 2

Alinhamento com os EUA e disputa com a China

Kobori afirma · paráfrase
Um governo Flávio poderia aprofundar o alinhamento com os EUA, o que ele vê como risco à soberania econômica, ligado ao modelo de venda de matéria-prima. Na Opera Mundi, descreve a disputa EUA × China como competição por cadeias de suprimento, energia, tecnologia e mercados, em que o Brasil poderia ser pressionado a escolher lado.
Cruzamento · análise do PautaBR
Flávio enviou ao USTR uma carta de 86 páginas (1/7/2026) pedindo 180 dias para a tarifa extra de 25%. Em 8/7, disse que é preciso “negociar com todo mundo, com Estados Unidos ou com China”. Aproximar-se dos EUA não rompe com a China: o risco está nas decisões concretas, como tarifas e acordos.
Fonte: Metrópoles (1:20–2:15 e 8:12–9:55); Opera Mundi (28/8/2026); Imirante (3/7/2026); Band (8/7/2026).
Economia 3

Commodities, financeirização e concentração de renda

Kobori afirma · paráfrase
Define financeirização como subordinar a economia real à busca de retorno no curto prazo e a contrapõe ao investimento de longo prazo em indústria, tecnologia e qualificação. Associa essa lógica e o modelo agroexportador à concentração de renda. Na Opera Mundi, critica a ideia de que cada país deve se especializar só no que já faz bem.
Cruzamento · análise do PautaBR
Commodities geram divisas, empregos e receita fiscal, e nem todo investimento financeiro é improdutivo. O teste são dados: investimento, crédito, produtividade e valor agregado, não a reação da Bolsa ou do câmbio.
Fonte: Metrópoles (6:27–8:12 e 9:15–10:00); Opera Mundi (28/8/2026).
Economia 4

Trabalho, sindicatos e plataformas

Kobori afirma · paráfrase
Liga propostas de flexibilização à perda de poder de negociação do trabalhador, à reforma trabalhista e ao enfraquecimento financeiro dos sindicatos. Cita Uber e iFood: dão flexibilidade de horário, mas muitas vezes sem a proteção de um vínculo formal.
Cruzamento · análise do PautaBR
Em 7/10, Flávio disse: “Quem quer trabalhar mais, vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, vai trabalhar menos” (Correio da Manhã), ao criticar o fim da escala 6×1. O plano prevê “revisão normativa infralegal” em áreas previdenciária e trabalhista. Flexibilidade pode ser valorizada por trabalhadores; os efeitos sobre renda dependem de dados comparáveis.
Fonte: Metrópoles (9:55–13:27); Correio da Manhã (7/10/2026); plano de governo no TSE.
Economia 5

Bolsa Família e incentivos às empresas

Kobori afirma · paráfrase
Critica a ideia de que beneficiários do Bolsa Família não querem trabalhar: para ele, o benefício não basta para a subsistência, e as empresas também recebem incentivos fiscais, de modo que o debate deveria tratar os dois do mesmo jeito.
Cruzamento · análise do PautaBR
Como deputado estadual, em 2006, Flávio criticou o programa e o chamou de “estímulo” a ter mais filhos, segundo o Estado de Minas. Em 2/8/2026, prometeu garantir o benefício, sem valor nem regra detalhados. É um argumento distributivo: comparar custo, público e resultado de cada política.
Fonte: Metrópoles (9:55–13:27); Estado de Minas (2/8/2026).
Economia 6

Instituições e concentração de poder

Kobori afirma · paráfrase
Prevê que Flávio aprofundaria conflitos com o STF, buscaria mudanças constitucionais e ampliaria o controle político sobre instituições. Para a economia, importa porque regras previsíveis influenciam investimento e confiança. É previsão dele, não fato.
Cruzamento · análise do PautaBR
Em 7/9/2026, na Avenida Paulista, Flávio disse: “Vou indicar cinco ministros para o STF porque o Alexandre de Moraes vai cair” (Correio da Manhã). Em 7/10, prometeu “reforma do Judiciário” e “respeito à Constituição”. Remover um ministro exige 54 senadores, e a direita tem cerca de 45.
Fonte: Metrópoles (4:58–6:27); Correio da Manhã (7/9 e 7/10/2026).
Economia 7

Choque externo

Kobori afirma · paráfrase
Na Opera Mundi, vê risco de desaceleração mundial profunda e de uma “grande correção no mercado de capitais”, caso a valorização das empresas de inteligência artificial não se confirme, com dependência do crescimento mundial em relação à China.
Cruzamento · análise do PautaBR
É avaliação dele, não fato consumado, e vale para qualquer governo. Em choque externo, o dólar sobe, importados encarecem e o Banco Central tem menos espaço para baixar juros: quem assume nesse cenário tem menos margem para o programa.
Fonte: Opera Mundi (28/8/2026), 2min16s–3min40s.

O que não usamos

  • Os números sobre a Argentina e a pesquisa eleitoral citados no vídeo do Metrópoles, que ainda não têm fonte verificada.
  • A ideia de congelamento de salários e aposentadorias “nas entrelinhas” do modelo defendido por uma integrante da campanha: não há proposta formal que a sustente.

O que a campanha responde

  • Não privatizar Petrobras, BB e Caixa; “não existirão privatizações” (Adolfo Sachsida, 8/10).
  • Manter 13º, aposentadoria, Farmácia Popular e Bolsa Família.
  • Defender o Pix nos EUA e não usá-lo como moeda de troca.
  • Reforma do Judiciário “não enfraquece” o STF.
  • Fim da reeleição, com compromisso de não disputar um segundo mandato.
  • “Respeito à Constituição” e “ponderação” (7/10); a assessoria diz que ele confia no sistema eleitoral.
  • Combater crimes ambientais com fiscalização e respeitar a autonomia dos povos indígenas (Belém, 14/9, e Sinop, 22/4).
  • Não fazer economia em cima de aposentado e manter o Bolsa Família (Canal Livre, 2/8, segundo a imprensa).
  • Reduzir a carga tributária com uma “reforma negativa”, e não aumentar impostos (CNI, 22/6).
  • Não privatizar as praias nem impedir o acesso, segundo ele sobre a PEC das Praias (CNN, 2/12/2024).

Para acompanhar até o dia 25

  • A resposta do governo americano à carta de 1º de julho.
  • Os primeiros projetos de anistia e indulto.
  • A composição da CCJ e as presidências da Câmara e do Senado.
  • Quem ocupa as vagas que o STF abrir.
  • Se a PEC da maioridade penal entra na pauta.
  • Se a PEC de corte de gastos e ministérios sai antes da posse, e o que ela inclui.
  • O que muda na reforma tributária: pausa de um ano ou transição mantida.
  • Se a licença por decurso de prazo e a política de demarcações viram ato ou projeto.
  • Se a PEC das Praias volta à pauta da CCJ do Senado.

Os dois lados dependem do Congresso, e as bancadas só tomam posse em fevereiro de 2027. Para ver Lula e Flávio lado a lado, com pesquisas, planos e processos, abra o guia do 2º turno.

Nota editorial: falas são trechos literais, com data e ocasião, e “[...]” indica corte. Os riscos são análise do PautaBR, não fatos consumados. As ilustrações são arte editorial do PautaBR, sem retratos de pessoas reais. Se alguma citação estiver incorreta, avise pela página de correções.
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